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Archive for the ‘Internet’ Category

Nova plataforma de vídeo foi pensada especialmente para a criação de conteúdo noticioso

Fonte: EL PAÍS
Vídeo da cantora Taylor Swift no Youtube. GEMA GARCÍA / VÍDEO: EPV

 

O Google anunciou em seu blog o lançamento do YouTubePlayer, uma plataforma de vídeo voltada para editores dos meios de comunicação. Trata-se de um produto criado especialmente para o setor jornalístico a fim de diminuir a complexidade do trabalho e ampliar a divulgação de notícias. Segundo a própria empresa, as redações dos veículos de comunicação podem, com isso, focar os seus esforços naquilo que é mais importante, ou seja, a criação de conteúdos atraentes. Vários grupos europeus participaram do projeto dessa plataforma, entre eles oGrupo PRISA, que publica o EL PAÍS, a Unidade Editorial da Espanha, a France24, na França, e o The Guardian, no Reino Unido.

Noemí Rodríguez, Chief Digital Officer (CDO) do EL PAÍS, afirma que o jornal não apenas é lido, mas também visto, e que, por isso, o uso do player do YouTube acrescenta uma série de incrementos que reforçam a proposta editorial de todos os seus canais. “Isso garante uma ótima experiência para o usuário e impulsiona o desenvolvimento e a descoberta de novas audiências”, comenta. Além disso, explica Rodríguez, trata-se de uma iniciativa ambiciosa que atende simultaneamente a diversas necessidades da produção e da distribuição do vídeo. “Ela mostra também que é possível se chegar a um modelo de colaboração consistente entre os meios de comunicação e as grandes plataformas de publicação”, acrescenta.

A plataforma do YouTube auxilia no armazenamento de vídeos, na transmissão por streaming, na gestão dos direitos autorais e na análise estatística dos usuários. Essas qualidades permitem uma conexão melhor com as diversas audiências por meio do uso do vídeo, tornam possível incrementar o controle sobre os conteúdos e, sobretudo, reduzem a complexidade do uso da plataforma, o que leva, igualmente, a uma diminuição dos custos.

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A audiência on-line não dá muito retorno financeiro aos que pesquisam, editam, corrigem e verificam a informação. Assim, pouco a pouco, constrói-se uma estrutura econômica parasitária que concentra em apenas alguns todos os lucros do comércio – enquanto os outros arcam com os custos da “gratuidade”

Por Serge Halimi
Fonte: Le Monde Diplomatic

Aqueles que sofrem com a falta de atenção à sua causa, ou atividade, em geral deparam com a mesma explicação: “Não temos tempo”. Não temos mais tempo de mergulhar em um livro “muito longo”, de passear sem rumo por uma rua ou por um museu, ver um filme com mais de noventa minutos. Nem de ler um artigo que aborda um assunto familiar, envolver-se com militância ou fazer qualquer outra coisa sem ser interrompido, em toda parte, por algo que finalmente desvia nossa atenção para outra coisa.

De um lado, essa falta de tempo decorre da aparição de tecnologias que nos permitem ganhar mais tempo e do aumento da velocidade dos deslocamentos, das pesquisas, da transmissão de informação e correspondências – facilidades acessíveis a custos baixos e até irrisórios. Mas, simultaneamente, a exigência de velocidade atua sobre o tempo de cada um, e o número de tarefas a serem realizadas aumentou vertiginosamente. Sempre conectados. Proibidos de se descontrair. Não temos tempo.1

Às vezes, é o dinheiro que falta: não temos mais os meios. Se por um lado um jornal como o Le Monde Diplomatique ainda custa mais barato que um maço de cigarros na França, por outro implica uma despesa que assalariados, desempregados, trabalhadores em situação precária e aposentados não julgam pertinente.

Entre outras, essas razões explicam o desinteresse pela imprensa escrita. Parte de seus antigos leitores a abandona à medida que a janela de papel aberta para o mundo se transforma em uma obrigação de leitura suplementar em uma agenda sobrecarregada – principalmente se for necessário pagar por isso. Um dos proprietários de Free e do Le Monde, Xavier Niel, antecipa que os jornais desaparecerão no espaço de uma geração.

Se o financiamento desses meios fosse para as telas e tablets, não haveria com o que se alarmar: um substitui o outro. E mais: nesses suportes, a ciência, a cultura, o lazer e a informação se propagariam mais rápido e chegariam aos lugares mais remotos. De resto, muitos jornais concebidos com o único objetivo de aumentar os lucros (ou a influência) de seus proprietários poderiam muito bem sucumbir sem nenhuma perda para a democracia. A diferença, contudo, é que as novas tecnologias da informação não asseguram ao jornalista um emprego ou uma renda estável como a forma anterior dos jornais e meios de comunicação impressos. A menos que seja exercida de forma gratuita, ou seja, com outras fontes de renda, como a maioria dos blogueiros, a profissão está ameaçada pelo pior: o fato de não saber se tem um futuro pela frente.

No trem, no metrô, em um café, em um congresso político: em outra época, a imprensa reinava nesses ambientes; hoje, quantas pessoas exibem um jornal que não seja gratuito nesses lugares? Não se trata de uma impressão: números confirmam a realidade dessa deserção. Na Europa ocidental e nos Estados Unidos, a distribuição de jornais impressos caiu 17% nos últimos cinco anos. E esse recuo aumenta. Na França, o período de febre eleitoral já não provoca corridas às bancas de jornal; de janeiro a agosto de 2012, os periódicosque abrangem temas gerais sofreram um recuo de 7,6% em relação ao ano passado. Durante as Olimpíadas, em julho e agosto, até um jornal esportivo como o L’Équipe– em situação de monopólio – viu suas vendas caírem.

Na esperança de impedir essa queda, meios com jornalismo de qualidade e crítico se veem obrigados a publicar manchetes que chamem mais atenção, como as que invadem a intimidade das pessoas, e artigos sobre qualquer coisa – inclusive com provocações isoladas de caricaturistas direcionadas a fundamentalistas. São os “anos mais sombrios de nossa história”. Os canais de notícias continuam amplificando estardalhaços. Adivinhar qual excesso mobilizará a atenção da mídia ou ocultar uma informação que exige do leitor um pouco mais que um “curtir” tornou-se uma brincadeira infantil. Assim, continua crescendo a parcela de vulgaridades e catastrofismos em diversos jornais – cujos proprietários acreditam que essas medidas podem atrair a atenção de leitores por algumas horas. Mas, se é assim, como convencer o leitor a pagar por algo que ele pode encontrar – gratuitamente e em profusão – em outras partes?

Em particular na internet. Hoje, aos 35 milhões de franceses que leem um jornal diariamente, somam-se ou se superpõem 25 milhões de internautas que consultam pelo menos um site de imprensa por mês. Mas os internautas foram habituados a acreditar que o reino da sociedade sem dinheiro havia chegado – salvo pelo fato de precisarem comprar, a preços altos, um computador, um smartphoneou um tabletque permitam o acesso à imprensa na rede mundial. A audiência on-line, portanto, não dá muito retorno financeiro aos que pesquisam, editam, corrigem e verificam a informação. Assim, pouco a pouco, constrói-se uma estrutura econômica parasitária que concentra em apenas alguns todos os lucros do comércio – enquanto os outros arcam com os custos da “gratuidade”.2

Um jornal como o The Guardian, por exemplo, tornou-se gratuito graças a seu site na internet, audiência número um no Reino Unido e terceiro no mundo, mas isso não impediu – ao contrário – que perdesse 57 milhões de euros no ano passado e demitisse uma centena de jornalistas. Apesar da necessidade de cada vez mais investimentos no setor, o crescimento dos jornais em versão digital coincide, em geral, com a redução das vendas em bancas. Sem dúvida, cerca de 6 milhões de britânicos leem pelo menos um artigo do Guardian por semana, mas apenas 211 mil o compram cotidianamente. É essa pequena população de compradores, em declínio, que financia a leitura gratuita dos internautas. Um dia, certamente, essa viagem terá de ser interrompida pela falta de combustível.

O páreo perdido dos editores também está relacionado à publicidade. No início, o modelo da “gratuidade” on-line imitava a lógica econômica da rádio comercial, depois, a dos jornais gratuitos distribuídos em estações de metrô por trabalhadores precarizados. No caso de rádios privadas (RTL, Europe 1, NRJ etc.), o retorno vem dos spotspublicitários que martirizam os tímpanos em meio aos programas. Mas, no segundo caso, se Vincent Bolloré e TF1, respectivamente proprietários de Direct Matine Métro, têm como projeto uma sociedade da gratuidade, é com a condição de que esta seja mais lucrativa. Para isso, cobra-se diretamente do anunciante, que, em troca, ganha feixes de leitores e audiência.

Com a informação on-line, o fiasco dessa estrutura tornou-se patente. Por mais que um site de imprensa seja um sucesso de audiência, os recursos advindos da publicidade vêm em conta-gotas, porque o setor tem muito mais interesse em anunciar em mecanismos de busca – que, segundo Marc Feuillée, presidente do Sindicato da Imprensa Cotidiana Nacional, se tornaram “megavitrines publicitárias, engolindo a quase totalidade dos recursos de nossos anunciantes”. Feuillée precisa com números: “Entre 2000 e 2010, os negócios publicitários envolvendo mecanismos de busca cresceram de 0 a 14 bilhões de euros, enquanto na imprensa on-line o crescimento no mesmo período foi de 0 a 250 milhões de euros”.3 Informado com detalhes dos gostos e leituras de cada um de nós, capaz (como Facebook) de vender, assim que possível, essa avalanche de dados pessoais aos publicitários que os utilizarão para “focar” melhor seu público-alvo, o Google também se tornou mestre na arte de fazer “otimização fiscal” na Irlanda e nas Ilhas Bermudas. Gigante, essa multinacional quase não paga impostos.

Se a imprensa está mal, a maior parte dos títulos dissimula essa situação, maquiando seus indicadores. Assim, parte da difusão proclamada paga – mais de 20% no caso de Échos, Libération ou Figaro – é em realidade ofertada em estações, companhias aéreas, armazéns de luxo, hotéis, escolas de comércio, estacionamentos. O número reivindicado de assinantes, por sua vez, seria muito mais baixo se não fossem as técnicas de hard discount, como o exemplo do jovem diretor do Nouvel Observateur, que se já não bastasse propor treze números de sua revista por 15 euros, também agregou ao pacote um “relógio da coleção Lip clássicos”. O dono da L’Expresscom suas echarpes coloridas fez melhor: assinatura de 45 números por 45 euros, que tinha como bônus um “despertador com visor luminoso e sonoro”.

Outras astúcias permitem fortalecer a audiência desses sites. Assim, quando um título da imprensa que pertence a Serge Dassault adquire um site especializado em espetáculos ou meteorologia, aproveita para incluir cada internauta preocupado com o sol em suas férias no grupo de leitores da “marca” Le Figaro.

Sejamos sinceros também sobre a situação da nossa franquia: desde janeiro deste ano, a distribuição do Le Monde Diplomatique caiu 7,2% na França. A falta de tempo e de dinheiro; o desencorajamento diante de uma crise que prevemos bem antes dos outros, mas que não podemos remediar sozinhos; a contestação da ordem econômica e social que raramente encontra eco na política: todos esses fatores contribuem para nosso recuo.

À degradação de nossa situação financeira, soma-se uma nova baixa em nossas receitas publicitárias. Aos nossos numerosos leitores, que em geral não aprovam esse tipo de recurso, prometemos que a publicidade não ultrapassaria o teto de 5% de nossos negócios. Em 2012, contudo, esse número não chegava a 2%. Graças a uma política intransigente sobre a tarifa de nossas assinaturas – não liquidamos nossas publicações nem oferecemos outra coisa além dos jornais encomendados pelos assinantes – e também à campanha de doações que relançamos cada ano na mesma época e que ajuda a financiar nossos projetos de desenvolvimento, nossas perdas permaneceram modestas. Mas, em 2012, este jornal vai terminar em déficit. E nada garante que a tendência será revertida no ano que vem.

Raios de luz

No entanto, alguns raios de luz clareiam a paisagem. Uma nova edição eletrônica será lançada nos próximos meses. Ela permitirá ao leitor passar instantaneamente de um formato que reflete o jornal em papel, com sua sequência e paginação, a outro mais adaptado a todas as telas. Uma edição específica destinada aos tablets e outros dispositivos de leitura digital está em preparação. Além disso, observamos que nossos arquivos suscitavam um interesse excepcional – as vendas de nosso último DVD superaram todas as expectativas. Em breve, também proporemos a nossos assinantes, por uma soma módica, o acesso instantâneo a qualquer um de nossos artigos publicados entre o nascimento do Le Monde Diplomatique em maio de 1954 e a edição atual. Finalmente, será possível a todos, assinantes ou não, acessar nossos arquivos de documentos durante alguns dias mediante o pagamento de uma taxa. Essas novas funcionalidades do site, que esperamos inaugurar até o início do próximo ano, demandaram um longo e pesado investimento de nossa parte. Esperamos, agora, a entrada de recursos mais regulares: eles contribuirão para a defesa de nossa independência.

Mas também é preciso, juntos, manter as vendas do jornal. Isso implica, em primeiro lugar, que as pessoas saibam de sua existência. A visibilidade do Le Monde Diplomatique em bancas e livrarias diminui à medida que a rede de distribuição se deteriora. Escravos da profissão situada na ponta da cadeia, submetidos a horários e condições de trabalhos exaustivos, acossados pela concorrência da imprensa chamada “gratuita”, centenas de donos de bancas de jornal e pequenas livrarias de imprensa fecharam as portas nos últimos anos (918 apenas em 2011). Contudo, graças a esses trabalhadores, os leitores estabelecem relações com nosso jornal pela primeira vez. Como fazer chegar nossas publicações em que tal pesquisa, análise ou reportagem foi publicada àqueles que ainda não são assinantes?

Quando se trata do Le Monde Diplomatique, a promoção fraternal e as citações entre os meios de comunicação são simplesmente silenciadas. Assim, entre 19 de março e 20 de abril de 2012, período escolhido ao acaso por um de nossos estagiários, as citações de imprensa de Europe 1, RTL e France Inter evocaram 133 títulos, entre eles Le Figaro(124 vezes), Libération(121 vezes), sem mencionar France Footballe Picsou Magazine. O Le Monde Diplomatiquenão foi citado nem sequer uma vez. Difícil ser menos presente que o principal jornal francês publicado no mundo inteiro (51 edições em trinta idiomas).

No fundo, pouco importa: nossa rede social é você. Portanto, contamos com você para encorajar outras pessoas a viverem nossas aventuras intelectuais e compromissos, para tornar este jornal e seus valores mais conhecidos, convencer as pessoas a seu redor que não é urgente nem necessário reagir a todas as “polêmicas”, abraçar o mundo para no fim não ter nada, percorrer todos os caminhos, sem poder se lembrar de todos. E que é bom – por exemplo, uma vez por mês? – abandonar a sala onde pessoas vociferam e decidir parar um pouco para refletir.

Para que pode servir um jornal? Para aprender e compreender. Dar um pouco de coerência a um mundo onde outros empilham informação sem parar. Pensar criticamente em nossas lutas, identificar e tornar conhecidos seus atores. Não continuar solidário a um poder em nome de referências traídas por suas próprias ações. Recusar fundamentalismos identitários que esquecem que a herança do “Ocidente” é o Palácio de Verão, a destruição do meio ambiente, mas também o sindicalismo, a ecologia, o feminismo – a Guerra da Argélia e os “carregadores de bagagem”. E que o “Sul”, os países emergentes que desarticulam a ordem colonial, engloba forças medievais, elites predadoras e movimentos que as combatem – a gigante taiwanesa Foxconn e os trabalhadores de Shenzhen.

Para que pode servir um jornal? Em tempos de recuo e resignação, pode servir para mostrar caminhos de novas relações sociais, econômicas, ecológicas.4 Para provocar e estimular sociais-democratas, sem trégua. Foram eles, por exemplo, que a partir de nossas análises lançaram a ideia de taxar transações financeiras,5 depois a de estabelecer um teto para a renda.6 Os dois temas levantaram polêmicas que ainda persistem, e segundo o relato de vários jornalistas, nosso artigo da edição de fevereiro último inspirou François Hollande a propor a criação de um imposto de 75% para rendas superiores a 1 milhão de euros. Um jornal pode também, portanto, lembrar que a imprensa nem sempre está do lado da indústria ou de empresários contra aqueles que lutam obstinadamente para salvar o planeta e mudar o mundo.

A existência e o desenvolvimento de um jornal com essas características não podem depender apenas do trabalho da equipe reduzida que o produz, por mais entusiasta que seja. Mas sabemos que podemos contar com você. Juntos, tomaremos o tempo necessário.

Serge Halimi é o diretor de redação de Le Monde Diplomatique (França).

1 Cf. “La tyrannie de la vitesse” [A tirania da velocidade], Sciences Humaines, jul. 2012.

2 Ler “L’information gratuite n’existe pas” [A informação gratuita não existe]. Disponível em: http://www.monde-diplomatique.fr/carnet/2010-10-07-information.

3 Correspondance de la presse, Paris, 17 set. 2012.

4 Ler, por exemplo, Bernard Friot, “La cotisation, levier d’émancipation” [A cotização, alavanca da emancipação], Le Monde Diplomatique, fev. 2012; “Le temps des utopies” [O tempo das utopias], Manière de Voir, n.112, ago./set. 2010.

5 Cf. Ibrahim Warde, “Le projet de taxe Tobin, bête noire des spéculateurs, cible des censeurs” [O projeto da taxa Tobin, ameaça aos especuladores, alvo dos censores], e Ignacio Ramonet, “Désarmer.les marchés” [Desarmar os mercados], respectivamente, Le Monde Diplomatique, fev. e dez. 1997.

6 Ler Sam Pizzigati, “Plafonner les revenus, une idée américaine” [Teto para a renda, uma ideia norte-americana], Le Monde Diplomatique, fev. 2012.

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França quer que Google pague por notícia indexada

O presidente francês, François Hollande, quer que o Google e meios de comunicação fechem um acordo até o final de ano sobre direitos autorais. A informação foi dada na segunda ao presidente-executivo do Google, Eric Schmidt. Se não houver acordo, “uma lei poderá regular a questão, a exemplo do que acontece na Alemanha”.

O projeto de lei alemão estabelece que portais de busca têm que pagar para indexar os conteúdos das versões letrônicas de jornais e revistas, por exemplo.

O Google considera o projeto de lei “nefasto para a internet, para os internautas e para os editores que, hoje, se aproveitam do tráfego gerado pelo motor de buscas”.

No Brasil, os jornais associados à ANJ (Associação Nacional dos Jornais), que representam 90% do mercado, tiraram suas matérias do buscador há mais de um ano.

Desde então, mesmo sem aparecer nos índices de buscas, o tráfego para os respectivos portais caiu, em média, menos de 5%.

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Crianças preferem o Google aos pais para tirar dúvidas

Nem professor nem pai nem mãe nem parente algum. Quando os alunos têm dúvidas, o campeão de audiência e de credibilidade é o Google. A constatação é de uma pesquisa realizada por um instituto britânico que ouviu 500 crianças com idades entre 6 e 15 anos. Do total de entrevistados, 54% preferem consultar o buscador quanto precisam checar alguma informação. E as descobertas não pararam por aí: mais de um terço (34%) das crianças não acredita que seus pais sejam capazes de ajudá-las a fazer o dever de casa; 14% não acham seus pais inteligentes.

Isso se deve, além da popularização da internet, a outras duas razões, avalia a psicóloga Natércia Tiba: a menor disponibilidade dos pais e a tendência imediatista das novas gerações. “De modo geral, pai e mãe estão no mercado de trabalho, logo não estão tão à disposição. Soma-se isso ao fato de essas crianças crescerem num ambiente em que tudo é fornecido muito rápido e está explicada a popularidade do Google. Quem é que vai querer olhar no índice de uma enciclopédia?”

De fato, a pesquisa mostrou que, imersos no mundo tecnológico, grande parte desses estudantes também passa bem longe dos materiais impressos de consulta: 19% deles não sabem o que é um dicionário impresso e 45% nunca usaram uma enciclopédia. Aliás, desconhecem até o significado do termo. Numa tentativa de adivinhar o que seria uma enciclopédia, as respostas foram de meios de transporte a instrumento cirúrgico.

A pesquisa, como se imagina, não vale só para a Grã-Bretanha. Unanimidade mundial, o site de buscas também é a página inicial de muitas crianças brasileiras. É o caso de Carlos Alberto Koji Kamei Ohara, de 10 anos. Aluno do 5º ano do ensino fundamental no Colégio Santa Maria, há três anos ele usa o Google todos os dias para fazer a tarefa de casa. “Aos 8 anos, eu aprendi a pesquisar. E me ajuda muito, principalmente em português, história e geografia. E não sou só eu que gosto. Todos os meus amigos também usam”, diz.

Mas sem o truque do “ctrl-C, ctrl-V”. O garoto explica que, para cada tema que precisa estudar, lê o conteúdo de pelo menos dois ou três links e depois reescreve com suas próprias palavras. Mas dá para confiar nas informações? “Quase sempre.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado/Ocimara Balmant

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A Agência FAPESP publicou nota em que oferece aos navegantes de redes sociais de internet dicas de segurança e avisa que o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lança um conjunto composto por fascículo e slides com dicas de segurança em redes sociais.

Assim como a cartilha completa, o fascículo é ilustrado e está disponível também em formato PDF. Para facilitar a discussão do assunto o material é acompanhado por slides, licenciados sob Creative Commons, e pode ser usado livremente para divulgar sugestões e boas práticas.

O objetivo é mobilizar escolas, educadores e pessoas interessadas para que divulguem o material entre crianças e adolescentes. De acordo com o CERT.br, esse público é parte da audiência dos sites de redes sociais e é importante que seja orientado para fazer o melhor uso das ferramentas, sem colocar em risco a privacidade e a segurança.

“O acesso às redes sociais faz parte do cotidiano de grande parte da população e, para usufruir plenamente delas, é muito importante que os usuários estejam cientes dos riscos que elas podem representar e possam, assim, tomar medidas preventivas para evitá-los”, disse Miriam von Zuben, analista de Segurança do CERT.br.

A cartilha e fascículo podem ser lidos em dispositivos móveis como tablets e smartphones.

Mais informações: http://cartilha.cert.br/fasciculos e http://cartilha.cert.br

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O que é Web 1.0, 2.0 e 3.0?

(Com informações resumidas de vários sítios da web)

Web 1.0 – um tipo de web estática com documentos que pouco ou nunca se atualizam e conteúdos dirigidos à navegação (HTML, GIF). Foi a primeira geração de internet comercial. Seu grande trunfo era a quantidade de informações disponíveis. Mas o conteúdo era pouco interativo. O usuário ficava no papel de mero espectador da ação que se passava na página que ele visitava. Não tinha autorização para alterar seu conteúdo. Mas já havia hiperlinks e, como aspecto negativo, era apenas mais um espaço de leitura.
 Web 2.0 – é uma  evolução da Web 1.0. É uma espécie de “ecossistema” da informação:  Google, Wikipedia, Ebay, Youtube, SkypeSkype, Writely, Blogger, RSS, Flickr, Emule. O que todas essas aplicações e sítios têm em comum é o seu principal ATIVO: o usuário. O maior número de usuários aumenta o valor do sítio e do seu conteúdo. Não há versões. Sempre está em proceso de mudança . A Web 2.0 está destinada à navegação. Tem inovações (tecnologias). Há quem a conceitua como a fase da construção coletiva do conhecimento na internet. Sua essência é permitir que os usuários sejam mais que meros espectadores: eles são parte do espetáculo. Os melhores sites são ferramentas para que os internautas gerem conteúdo, criem comunidades e interajam. Alguns, como a Wikipédia, possibilitam a construção coletiva do conhecimento. O bom da coisa é que a internet ficou participativa, porém, o ruim é que se tornou difícil lidar com o excesso de informação inútil.
 Web 3.0 – é uma espécie de sofisticação das duas anteriores sempre no sentido de simplificar, facilitar. Digamos que ainda esteja numa espécie de “prelo”, mas já foi anunciada como a terceira geração da internet e projeta estruturar todo o conteúdo disponível na rede mundial de computadores dentro dos conceitos de “compreensão das máquinas” e “semântica das redes”.

WEB 2.0

Veja os sitios representativos de Web 2.0:

– Google : mais do que um simples “buscador”, é uma marca que abrange desde um sistema de correio eletrônico (Gmail) até uma mapa-múndi com com ruas e ortofotos (ortofoto ou ortofotografia (do grego orthós: correto, exato) é uma representação fotográfica de uma região da superfície terrestre, no qual todos os elementos apresentam a mesma escala, livre de erros e de deformações, com a mesma validade de um plano cartográfico (Google maps).

– Emule é uma aplicação que permite o intercâmbio de arquivos entre usuários de forma descentralizada.

– Wikipedia é um projeto de enciclopedia libre em que os próprios usuários são os que escrevem os artigos.

– Ebay é um sítio que permite a milhões de usuários em todo o mundo comprem e vendam qualquer coisa e qualquer sítio.

– Youtube é sítio favorito de milhões de usuários para ver vídeos que eles mesmos produzem e compartilham.

– Skype é uma aplicação que permite falar gratuitamente com outros usuários es que estão em qualquer parte do mundo, usando a tecnologia de voz sobre IP. Skype permite inclusive falar por telefone com todo o mundo a um preço muito competitivo.

– Writely: Oferece um procesador de texto em linha que permite compartilhar os documentos com outros usuários e inclusive publicar automaticamente em Blogger.

– Blogger , é o aplicativo mais popular para criar um weblog de forma fácil. Os weblogs estão revolucionando a internet e até o conceito de veiculação de notícia. O blogger é a forma mais fácil de se criar um diário na internet.

– Flickr é um sítio que facilita aos internautas compartilharem fotografias. Permite de forma gratuita a criação de álbuns que logo se apresentam como diapositivos.

Enfim, a WEB 2.0 é mais atitude e modelo de negócio do que mesmo tecnología: centrada na COMUNICAÇÃO, centrado no USUÁRIO, a tecnologia deve suportar os conceitos e as constantes mudanças.

Que significa “web semântica”?

A Web semântica é a ideia de adicionar metadados semânticos à World Wide Web. Essas informações adicionais (descrevendo o conteúdo, o significado e a relação de dados) devem ser em formal, assim é possível avaliá-las automaticamente por máquinas. O objetivo é melhorar a World Wide Web porque amplia a interoperabilidade entre os sistemas informáticos e  reduzir a mediação de operadores humanos necessária.

O precursor da idea, Tim Berners-Lee, tentou desde o início incluir  informações semânticas em sua criação, a World Wide Web, porém, por «causas diferentes» não foi possível. Introduziu a Web semântica para recuperar essa, digamos, “omissão”.

 Web 1.0 X Web 2.0

Comparação entre Web 1.0 e a Web 2.0 com destaque para as mudanças que ambas provocaram no comportamento dos usuários da internet.

Para esquentar, traduzi o resumo abaixo feito por Joe Drumgoole, do blog Copacetic:

* Web 1.0 significava de ler, Web 2.0 significa escrever

* Web 1.0 significava empresas, Web 2.0 significa comunidades

* Web 1.0 significava cliente-servidor, Web 2.0 significa par-a-par

* Web 1.0significava HTML, Web 2.0 significa XML

* Web 1.0 significava páginas, Web 2.0 significa blogues

* Web 1.0 significava portais, Web 2.0 significa RSS

* Web 1.0 significava taxonomia, Web 2.0 significa marcadores

* Web 1.0 significava fios, Web 2.0 significa conexão sem fio

* Web 1.0 significava propriedade, Web 2.0 significa compartilhamento

* Web 1.0 significava ações na bolsa, Web 2.0 significa vendas estratégicas

* Web 1.0 significava Netscape, Web 2.0 significa Google

* Web 1.0 significava formulários, Web 2.0 significa aplicativos

* Web 1.0 significava captura de tela, Web 2.0 significa APIs

* Web 1.0 esignificava discagem, Web 2.0 significa banda larga

* Web 1.0 significava preço de hardware, Web 2.0 significa custo da banda

“Web 1.0 era sinônimo de publicidade, Web 2.0 é sinônimo de propaganda boca a boca”. Acrescento: para o marketing, Web 1.0 era pop-ups, web 2.0 é viral.

Para jornalistas, Web 1.0 era sinônimo do mesmo artigo replicado no site do jornal, Web 2.0 é sinônimo de reportagens especiais para a Web, com links, recursos de vídeo/áudio e infográficos elaborados especialmente para ilustrá-las.

WEB 3.0

A Web 3.0, anunciada como a terceira onda da Internet, projeta estruturar todo o conteúdo disponível na rede mundial de computadores dentro dos conceitos de “compreensão das máquinas” e “semântica das redes”.

O termo Web 3.0 foi empregado pela primeira vez pelo jornalista John Markoff, num artigo do New York Times e logo incorporado e rejeitado com igual ardor pela comunidade virtual. A principal reação vem da blogosfera. Nos diários virtuais de especialistas detratores, a crítica mais comum é a de que Web 3.0 nada mais é do que a tentativa de incutir nos internautas um termo de fácil assimilação para definir algo que ainda nem existe. Aliás, críticas idênticas já se fazem à Web 2.0.

A Web 3.0 propõe-se a ser, num período de cinco a dez anos, a terceira geração da Internet. A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si; a Web 2.0 é a que o mundo vive hoje, centrada nos mecanismos de busca como Google e nos sites de colaboração do internauta, como Wikipedia, YouTube e os sites de relacionamento social, como o Facebook e Orkut. A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet.

Esta inovação está focada mais nas estruturas dos sites e menos no usuário. Pesquisa-se a convergência de várias tecnologias que já existem e que serão usadas ao mesmo tempo, num grande salto de sinergia. Banda larga, acesso móvel à internet, e a tecnologia de rede semântica, todos utilizados juntos, de maneira inteligente e atingindo a maturidade ao mesmo tempo.

Assim, se passaria da World Wide Web (rede mundial) para World Wide Database (base de dados mundial), de um mar de documentos para um mar de dados. Quando isso começar a acontecer de forma mais intensa, o próximo passo, num prazo de cinco a dez anos, será o desenvolvimento de programas que entendam como fazer melhor uso desses dados.

Adicionada a capacidade da semântica a um site, ele será mais eficiente. Ao se pesquisar algo, se terá respostas mais precisas. O usuário poderá fazer perguntas ao seu programa e ele será capaz de ajudá-lo de forma mais eficente, entender mais sua necessidade. O conceito de ”rede semântica”, proposto pelo inglês Tim Berners-Lee, tem entre seus gurus Daniel Gruhl, um Ph.D. em engenharia eletrônica do MIT, é especializado em “compreensão das máquinas”, e o misterioso Nova Spivack, que não revela muito sobre si, nem o nome verdadeiro, e se autodefine como empresário da alta tecnologia.

Um mecanismo de busca como o Google permite que o usuário pesquise o conteúdo de cada página,: se indicar o nome de um ator ou de um filme, todos os dados sobre este ator ou este filme aparecerão na tela. Poderá ainda utilizar a “busca avançada” para restringir um pouco mais os resultados. Mas se este usuário não se lembrar do nome do ator ou do filme, dificilmente encontrará meios de localizá-los. A Web 3.0 organizará e agrupará essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta.. Por exemplo: todos os filmes policiais, que tenham cenas de perseguição de carros, produzidos nos últimos cinco anos etc.

Algumas empresas do Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, desenvolvem trabalhos nesse sentido, destacando-se o Almaden IBM Research Center, a Metaweb e a Radar Networks (de Nova Spivack). No Brasil, na PUC-Rio estão desenvolvendo trabalhos pioneiros para a Web 3.0 com ênfase na língua portuguesa. Paralelamente, estão em curso inúmeros projetos académicos. E circula na comunidade da informática que em futuro próximo surgirão novidades nesse campo na Yahoo e no Skype.
FOLHA ONLINE 10/06/2006 – 10h11

Entenda o que é a Web 2.0

O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web –tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.

Dentro deste contexto se encaixa a enciclopédia Wikipedia, cujas informações são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas.

Também entra nesta definição a oferta de diversos serviços on-line, todos interligados, como oferecido pelo Windows Live. Esta página da Microsoft, ainda em versão de testes, integra ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.

Muitos consideram toda a divulgação em torno da Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de “a segunda geração”. Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

 Confira um glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de S.Paulo

AdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado

Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de “JavaScript e XML assíncrono”) uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web

Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente

Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda

RSS: Abreviação de “really simple syndication” [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias “pull” –com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja– e tecnologias “push” –com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como “assinando um feed”). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo

Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como “folksonomy”, já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade

Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.

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